“(...)a pesca desportiva pode representar e ter para o erário público de uma país, desde que devidamente apoiada e estruturada, uma grande importância económica, gerando um grande número de empregos directos e indirectos, no sector turístico, industrial, comercial e de serviços. (...) A pesca desportiva de alto mar, substituirá em muitos países uma significativa parcela das tradicionais actividades da pesca comercial, não só em termos de reconversão de pessoal e embarcações, como até em termos dos próprios armadores
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Aqui ficam alguns exemplos típicos do que estamos a atinar, exemplos que testemunhámos pessoalmente em estadias mais ou menos prolongadas nesses países.
O Quénia na sua costa nordeste a partir de Mombaça e na ilha de Pemba e as Ilhas Maurícias, desenvolveram uma indústria turística virada para a pesca desportiva, com grande êxito, recebendo anualmente um enormíssimo fluxo de pescadores desportivos de todo o mundo; o Senegal onde esta actividade tem tido um espectacular êxito em termos económicos, sustentáculo de muitas unidades hoteleiras e clubes privados e onde a reconversão de pessoal da pesca comercial tem sido uma realidade; Moçambique, país onde nas costas de Gaza, Inhambane e arquipélagos de Bazaruto e Quirimbas têm sido implementadas excelentes unidades hoteleiras viradas para os desportos náuticos, com particular ênfase na pesca desportiva; países da América do Sul, com especial destaque para o México, que recebe anualmente milhares e milhares de turistas que ali se deslocam propositadamente para praticarem a pesca desportiva e participarem nos seus famosos concursos. E para se ter uma ideia da importância que certos países dão à Pesca desportiva, deixamos aqui dois exemplos que consideramos elucidativos.
Na Irlanda, país da UE, o governo cansado de guerras entre pescadores de salmão, profissionais e amadores, encomendou um estudo sobre o assunto, que chegou entre outras, à conclusão que um salmão capturado profissionalmente trazia 10 Euros de beneficio à economia local, contra 8000 Euros pelo mesmo salmão capturado por um pescador desportivo. Hoje em dia na Irlanda, o Governo só vende licenças para a pesca de salmão a pescadores desportivos.
No México criaram um corredor de 50 milhas ao longo da costa dedicado à Pesca desportiva a fim de promover o seu potencial turístico.”
Informação retirada da Associação Nacional de Municípios
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